29 de dezembro de 2015

"um milagre de natal", a última crônica do caderno g

Na verdade, o título deste texto no Caderno G era "Um conto de Natal". Mudei porque achei que seria muita heresia usar a palavra "milagre". Agora já não acho mais isso e mudo aqui novamente para a minha ideia inicial. Você pode ler todas as crônicas que publiquei na Gazeta do Povo clicando aqui ou ver o link deste texto original clicando aqui.

Decidi parar de escrever para o caderno porque em 2016 começo um mestrado em Turismo na UFPR e não terei mais tantas horas para lamber um texto. Relutei em terminar este (e não é nem de longe o que imaginei que seria um último texto meu qualquer espaço que fosse) e também demorei uma semana para postar aqui, pois não é fácil desapegar de uma experiência tão boa quanto esta. Gostei demais de ser colunista e gostei mais ainda de reler alguns textos publicados nesses nove meses. Quem escreve sabe que a cada minuto que passa o texto vai ficando mais mambembe e a gente passa a ver só defeitos nele. Mas tem uns aí que eu acho que vou gostar por muitos meses ainda e isso é gratificante.

8 de dezembro de 2015

"tango no hortifruti", coluna do caderno g

No texto desta quinzena, escrevi sobre um assunto, mas na verdade falo sobre duas coisas. Sei que vocês são espertos. Se quiserem ler no link original, aqui está. Se quiserem ler tudo o que publiquei no Caderno G como colunista, clique aqui.

Tango no hortifruti 

O globo ocular consiste em uma esfera coloidal, córnea, íris, pupila, retina e mais um monte de outras estruturas e espaços delicados metidos no nosso e no crânio de outros bichos. É uma gelatina que se mexe sem parar e, mesmo frágil, movimenta músculos e nervos querendo eles ou não. É o tecido conjuntivo mais sarado depois do abdômen da Pugliesi.

4 de dezembro de 2015

episódios 7, 8 e 9 do podcast Ouvindo Abobrinhas

Saíram no dia 1º de dezembro três novos episódios do Ouvindo Abobrinhas, um podcast sobre vegetarianismo feito por mim e pelo Chile, meu namorado. Na primeira semana de janeiro tem mais!

Em breve vamos lançar uma proposta de colaboração financeira para que possamos melhorar a qualidade e a periodicidade do podcast. E em breve este blog volta a ter posts com receita, foto e texto, prometo.

24 de novembro de 2015

"cozinha mal-assombrada", coluna do caderno g

Caros leitores eventuais, fiéis, amigos de longa data ou de poucos anos: estou em débito eterno com este blog, como muitos de vocês devem saber ou suspeitar. O fato é que honro os compromissos (conta de luz, a coluna do Caderno G que vocês podem ler logo abaixo ou clicando neste link e meu banho diário – bem, este último não sei bem, há dias em que esqueço), mas os hobbies ficam de lado.

No máximo tenho lido um livro por longas horas até cair no sono. A leitura é meu descanso mental e li bobagens imensas e coisas deliciosas. Outra hora conto para vocês. Mas caso sintam minha falta, eu provavelmente estarei enterrada sob cobertores dormindo toda torta. Uma hora a letargia passará – assim espero.

Queria dizer que perdoem o efeito sanfona, achei que já estava crescida o suficiente para entender quantos deadlines posso me impor. Pelo visto não me respeito muito, só aos outros. É uma pena depender de uma cobrança externa para ter autonomia. É paradoxal e por isso ordinária, assim como a vida.

Ilustração: Felipe Lima/Gazeta do Povo

Cozinha mal-assombrada

Suspeito que colecionar experiências, objetos, pensamentos (talvez o mais secreto e difícil de notar, classificar e mensurar) seja uma atividade mais intrinsecamente humana que, digamos, brigar no trânsito. Ou cobrar aluguéis assombrosamente caros por imóveis mal cuidados e catinguentos.

10 de novembro de 2015

"o tédio do mise en place", coluna do caderno g

Eu demorei muito pra terminar esse texto. Sei que não parece, mas demorei mesmo, fiquei pensando nele por muito tempo, reescrevi à beça. Espero que vocês gostem. Estava com medo do assunto. O que pensam sobre essa coisa de meditar e de cozinhar?

Para ler no link original (achei uns errinhos de concordância que prontamente corrigi no que reproduzo abaixo), clique aqui. Para ler quase tudo o que publiquei no Caderno G, clique aqui. Para ler tudo, aqui.

Também falei da importância da meditação pra segurar o xixi quando a gente fica sem a chave de casa e tem que sentar na escada esperando o cônjuge trazer o pão.

Ilustração: Felipe Lima/Gazeta do Povo

O tédio do mise en place

As cumbuquinhas estão todas lá, bocas abertas, esperando cubos de cebola, rodelas de cenouras, fatias de cogumelo, pedacinhos de gengibre.

Finjo que não vejo; meu estômago ronca; quero terminar logo meu jantar.

A tentação de cortar uma coisa ou outra enquanto aquece a panela é grande, mas é preciso resistir. É preciso resistir à pressa e passar pela provação diária do mise en place – uma espécie de meditação e resignação diária.