20 de dezembro de 2011

suadouro no bigode: sopa de batatas em pleno verão


Não me importo com o calor, nem com a aparente falta de senso em voltar com o blog na primeira madrugada do verão para falar de sopa. Nem me importo mesmo, viu.

Herdei da minha mãe essa necessidade de ter caldo e batata em doses regulares, principalmente em momentos sem força, sem vontade, sem fome. Funciona sempre aqui em casa. E hoje minha mãe está, como nos últimos dois meses, cansadérrima. Morta de sono. Exausta.

(Pequena digressão: para quem não sabe, desde o final de setembro voltei para a casa dos meus pais. Sem derrotismo, as coisas aqui estão indo muito bem, obrigada, estou trabalhando em lugares incríveis – aqui e aqui – e nos últimos três meses fiz mais coisas interessantes que no resto do ano. Voltei à casa da mãe, mas provisoriamente.)

Não entremos aqui no clichê "e como ela sempre cuidou de mim, tento fazer algo por ela". A verdade é que o que me moveu a fazer a sopa foi a vontade de comer e não de agradar. Veja bem, minha mãe estava dormindo há tempos, sopa hoje ou amanhã não faria a diferença. Mas ela gostou de ser acordada com a mesa posta, então ponto pra mim de qualquer jeito. (mãe, não duvide do meu amor, mas é feio mentir)

Mas se vocês sentirem necessidade de um toque amoroso nesta volta súbita do blog, posso dizer que não tem preço (se calculássemos sairia muito caro, então vamos brincar de falar do intangível) estar em uma casa onde há pessoas queridas, a geladeira está sempre cheia, há ar condicionado, cachorro e horta. E sempre há o colo de mãe, mesmo que eu durma uma vez por semana em casa. Essa noite, por exemplo, tive a vaga impressão de que ela passou na sala (estou dormindo na sala de vidro, às 6 horas já estou semi-acordada, o que se segue são cochilos e a preguiça) pra me fazer um cafuné. Como eu disse, não há preço.

Mas vamos à sopa. A graça dela, a meu ver, é o curry e o alho. Eu até colocaria mais se a turma aqui em casa gostasse e se eu não corresse o risco de matar meu namorado com uma baforada, acreditem.


azeite de oliva
2 dentes de alho
1 cebola pequena em quatro pedaços
1 colher de sopa de curry
1 colher de chá de mostarda em grão
2 tomates em pétalas
5 batatas grandes
2 cenouras
um punhado de vagem
2 abobrinhas pequenas
3 folhas de louro
sal


Com um mixer, fiz uma pasta do alho com a cebola, o curry e a mostarda em grãos e refoguei no azeite de oliva por um minuto. Acrescentei os tomates e um dedo de água fervente e tampei por cinco minutos. Deixei em fogo baixo enquanto picava os legumes.

As batatas, a cenoura e a abobrinha eu piquei em pedaços mais ou menos do mesmo tamanho; a vagem em bastões, como dá pra ver na foto. Primeiro coloquei as batatas e todo o resto de água fervente, de modo que cobrisse tudo e ainda ficasse uns dois dedos acima, no mínimo. Tampei e deixei em fogo baixo por mais uns cinco minutos. Em seguida, foi a cenoura; cinco minutos depois, a vagem e por último, depois que tudo está bem macio, a abobrinha e o louro. Salguei e servi.

PS: para a sopa não ficar tão ácida, recomenda-se retirar as sementes do tomate.



Só para não perder o costume: foto com pouca luz, mal tratada e com graves erros de composição.

4 comentários:

  1. hum.. vou fazer aqui, tá frio e tô sem calor de mãe

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  2. pra não ficar ácido do tomate (e porque adoro as sementinhas) sempre refogo ele primeiro com uma colher de sopa de açúcar. sempre dá certo :)

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  3. Depois me conta o resultado, Luisa!

    Sim, Marina, faço isso também, mas só para molhos... será que fica bom na sopa? Vou testar da próxima vez!

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  4. Adoro sopa de batatas.E,casa de mãe minha querida, é sempre uma diversão! Saudadess

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