3 de fevereiro de 2012

no chile III: a melhor comida do mundo está lá – Santiago

Esse é um post sobre saudades. Sobre o Chile-país, o Chile-namorado, a família dele e a comida mais cativante que provei até hoje. Chiles, amo vocês.

Outra coisa: hoje não tem mau humor. É uma saudade que deixa a gente mais feliz, mesmo que triste... parece que não faz sentido, mas é verdade. Tô doida pra voltar pra lá.




Conforme tem sido esta "série", ando comentando sobre as comidas chilenas que provei durante as duas semanas que passei no país. Já voltei faz quase um mês, mas é muito chato ficar postando durante a viagem. A gente acaba perdendo tempo demais.

Fiquei pouco tempo no Chile, mas é como se meu estômago tivesse nascido lá. Desde a empanada de pino aos porotos, pastel de choclo e charquicán, comi tudo que me aparecia na frente. A viagem começou em Santiago, com direito a um dia em Pichilemu, a capital nacional do surfe, e uns cinco dias em Huasco, no Atacama. Neste post, vou falar só de Santiago. Depois posto sobre Los Guindos, a fazenda dos avós maternos do meu namorado.

Santiago, além de ser uma cidade linda e inesgotável de tantas opções, tem os Urquizar. Nós ficamos na casa da tía Pati, irmã do meu sogro, que é casada com o tío Hugo, o melhor chef do Chile, arrisco dizer, mesmo que ele não trabalhe com comida.

Tío Hugo e seu vinho de 120ml

No dia 1º de janeiro ele preparou porotos con mazamorra (em tradução livre e leiga, algo como "mingau de feijão" – o feijão é o verde, debulhado), segundo ele nosso primeiro dia do ano no Chile pedia uma comida receptiva. Não é um amor? A família inteira do Chile é assim. Com a Pati e o Hugo moram as duas filhas deles, a Isabel e a Pati, que devem se refestelar com frequência com os pratos do pai.

Esse é o tipo de coisa que tenho vontade de comer mesmo sem fome, qualquer hora preciso fazê-la. Achei uma receita parecida com a que comemos, mas ele acrescenta um pimentão vermelho na hora de refogar e não coloca nenhum destes temperos prontos. Os legumes são os legumes da estação, por isso pode variar de uma receita para outra.

Los porotos riquíssimos!

Depois que voltamos de Huasco, uma semana depois, tinha charquicán: uma espécie de guisado também com os legumes da estação e charque. Procurando por uma receita para ter à mão quando der tempo de testar, achei um blog muito legal sobre comidas chilenas, o Eating Chilean, feito por um antropólogo americano que mora em Santiago. Neste post, não só há a receita, como a origem do nome do prato e outros "cáns". Tem até a letra de uma cueca – tipo de música do folclore chileno – sobre o prato. O resgate que Jim faz em seu blog é muito bacana, vale a leitura (tem em inglês e em espanhol, mas se você estiver usando o Google Chrome, há tradução para vários idiomas, mas isso não significa que seja uma boa tradução). Enfim... não são uma graça esses chilenos? Eu me encantei mais ainda.

Charquicán: outra coisa maravilhosa feita no Chile.

Vai rolar também um post sobre comidas que experimentamos na rua. E outro sobre as frutas – docíssimas! – de lá.

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