5 de fevereiro de 2012

no chile IV: a melhor comida do mundo está lá – Huasco

Esta é a continuação do post do dia 3, sobre o tío Hugo e sua habilidade na cozinha. Vamos mudar da cidade para o campo por uns minutos:

No vale do rio Huasco, a abuelita Julia também me encheu os olhos e a boca de água. Acabei não provando o famoso pastel de choclo dela, mas esse eu achei em um bistrô em Santiago. Fomos duas vezes lá, porque além de ser relativamente barato, era ao ar livre e ficava muito perto do Cerro Santa Lucía (e tinha wi-fi também, mas não quero parecer a chata da internet) e do Museu de Belas Artes, lugares bacanas para conhecer na capital.

O pastel de choclo do bistrô Tomodachi:
o certo é comer com açúcar por cima.


Quem quiser saber como se prepara, esse link tem uma receita que não deve fugir muito das típicas.


Voltando à dona Julia, ela é também a responsável pela melhor azeitona in natura do Chile, quiçá do mundo. É verdade, ela ganhou um prêmio e tudo. Outra hora eu posto só sobre as azeitonas e o azeite de oliva, e também um pouco sobre o projeto Olivos Centenários, que é demais. Ela é a avó materna do Chile-namorado.

Não se enganem com a fofura, ela é brava quando quer!
No nosso primeiro dia por lá, rolou um guisado camponês, que não tem receita, é claro. O que a Deisy me disse é que não pode faltar repolho no guisado da dona Julia porque daí já não é um guisado de verdade. O segredo, ela me disse, é não deixar nenhum ingrediente roubar a cena. Reparem:

O arroz também era especial. Se vocês olharem com atenção, vão ver uns pedacinhos laranjados. São pedacinhos de pimentão vermelho que ela refoga antes de cozinhar o arroz.


Esfomeados. Olhem a garrafinha de vidro com um restinho de azeite – gravem esta cor e me cobrem um post sobre isso.

Em Los Guindos, havia galinhas, cavalos, patos e outros bichos soltos, como em toda fazenda que se preze. E nessas de as galinhas ficarem dando sopa (perdão pelo trocadilho) por ali, uma virou canja. A minha foi premiada e veio com um ovo que ela iria botar dali um dia ou dois. :)

Canja de galinha caipira quente e meu nariz queimado do sol de Pichilemu 

Alguns dias depois, comemos cogumelos frescos, talvez a primeira comida que não era plantada ou criada na própria fazenda. Estes cogumelos foram salteados com azeite de oliva e pimentão vermelho até ficarem macios. Vamos testar um post com vídeo para ver no que dá.




Acho curioso como o pimentão vermelho é mais utilizado lá que alho ou cebola. E fica uma delícia!



Creio que devo pedir desculpas pela qualidade de algumas fotos, fotografei com o celular. Mas já está melhor que a webcam, né?

2 comentários:

  1. O branco ali na ultima foto é o que? Sal? Se sim, o sal é pessoal? Cada pessoa poe o seu?

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  2. É apenas um saleiro latino-americano sem dinheiro no banco...

    As pessoas salgam a comida, mas se você achar necessário, salga de novo. Bem normal.

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