23 de setembro de 2012

se a vida lhe der limões, faça deles uma compota

Compota de limão-cravo, limão rosa, limão comum, limão do mato... cada um usa o nome que preferir.


Todo mundo sabe que compotas, geleias e conservas são muito mais legais que limonadas. E todo mundo sabe que limão comum é mais gostoso que o taiti e, atrevo me dizer, melhor que o siciliano.

Vamos começar do começo: mês passado eu estava apurando uma pauta sobre casas sustentáveis e conheci uma arquiteta que, além de ter uma casa "verde" e toda a paciência do mundo, tem um limoeiro generoso. Generoso como ela: ao final da entrevista ganhei uma sacola cheia de limões-cravo (ou limão rosa, como preferirem). Silvana Laynes, obrigada pelo seu tempo e seus limões!

Usei uns dois nos primeiros dias e fiquei pensando o que fazer com os outros, que já estavam murchando porque fiquei muito tempo fora de casa e os "esqueci" na geladeira. Uma limonada seria muito banal e acabaria em um dia. Pesquisei algum doce, como uma geleia e achei uma receita poética de compota de limão-cravo no blog Come-se, que sigo há um tempo. Confesso que achei que não ia dar certo, mas deu!

Pequena digressão: o blog Come-se, da nutricionista Neide Rigo, está entre os 55 melhores blogs sobre comida eleitos pela revistar Saveur e é uma delícia de ler porque sempre ensina um monte sobre ingredientes que eu não fazia ideia que existiam (a facilidade para achar e aprender coisas de todo tipo é o grande mérito da internet, não acham?) e fala de um Brasil saboroso e quase exótico para o meu paladar acostumado com - perdão pelo clichê - "feijão com arroz". Mas isso é outra discussão.


Limões ralados e dois outsiders, que estavam com a casca saindo. Não é o certo descascá-los porque é a casca que vai para a compota, mas não alterou o resultado.



Vamos aos limões. Sobraram uns dez, que rendem um vidro como o da foto acima. A compota "do Ocílio" leva dez dias pra ficar pronta, mas não dá trabalho. Eu não consegui seguir à risca a descrição da receita original porque como eles já estavam murchos, algumas cascas estavam desgrudando. Enfim. A ordem dos limões não altera a compota.



Começa assim: depois de lavar bem os limões, raspar a casca externa com cuidado para não furar e colocar em uma panela com água até levantar fervura. 



Primeiro passo: raspar as cascas dos limões.


Tirar os cabinhos (se tiver) e cortar ao meio, colocando-os imediatamente em uma panela com água fervente. Assim que ferver esta água e os limões estiverem com a pele macia (tente fisgar com cuidado para certificar-se), coá-los e retirar os miolos e sementes. 



Segundo passo: depois da primeira fervura, cortar ao meio e colocar para ferver em outra panela com água quase fervendo.


Colocar em um recipiente com água fria e tapar com um pano de louça limpo até o outro dia. Nos três dias seguintes, trocar a água duas vezes por dia. Do quarto dia em diante, trocar a água apenas uma vez. No oitavo dia, jogar a água fora e fazer uma calda rala.



Terceiro passo: depois da segunda fervida, cortar novamente e tirar os miolos e sementes. Em um recipiente com água fria, deixá-los descansar até o outro dia, tapando com um pano de cozinha limpo.


Meu problema foi: sou uma tapada para fazer doces e nunca tinha feito uma calda rala (eita, que vergonha!). Convenhamos que é um troço simples. Mas consegui errar e rolou um freestyle. Comecei a acrescentar mais açúcar até ficar no ponto que eu considerei razoável. Sejam espertos e liguem pra mãe ou avó de vocês para saber a melhor forma. Eu coloquei aproximadamente duas xícaras de açúcar e uma de água gelada e deixei ferver, mas não virou uma calda... não até esfriar. Resultado: calda doce e cristalizada demais, mas limões gostosos!

Colocar os limões na calda rala e ferver. Desligar e ferver novamente depois que esfriar. Repetir nos dois dias seguintes.

3 comentários:

  1. SSSSSSSSSLLLLSSSSSSSSSS

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  2. To tentada.
    E sim, todo amor aos limões-cravo.

    Acho que o João fez uma onomatopéia de quem quer experimentar a compota...

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