27 de dezembro de 2012

sopa medonha de abóbora com mel

Saindo do forno: legumes com mel e alecrim


Duas coisas muito boas numa mesma noite, trovoada e abóbora. Era tudo que eu precisava depois de um feriado. Desculpem o repeteco de abóbora, tô tentando acabar com a comida que tá estragando em casa.

Coisa mais sensacional o Natal, não é? O tempo entre 23 e 26 de dezembro na minha vida é como rebobinar uma fita VHS do filme O Grinch: meu coração encolhe e depois passo o outro ano tentando amar as pessoas de novo e esquecer a coceira e catinga que os 36 graus causam em todos os habitantes de Jaraguá do Sul e região. Tem parte boa, mas qual a graça de compartilhar com vocês amor e otimismo?

O início da noite de ontem em Curitiba pareceu propício para um serial killer trucidar metade de um bairro. Raios cinematográficos partiram o céu e eu aqui, partindo abóbora. Aliás, psicopatas em potencial, se quiserem uma noite de emoções (e talvez sangue, se você acertar seu dedo), tentem cortar abóbora com uma faca de serra. Adrenalina pura. "Nossa, Flávia, mas você corta abóbora com uma faca de serra?". Agora não mais, mas já fiz muito, sim. E você, que mal aprendeu a fazer arroz?

Não matei ninguém e ainda não sei de nenhum ataque pelas redondezas, mas depenei um pé de alecrim teimoso que fez greve. Aqui em casa é assim. Se demorar muito pra dar as caras e não reagir à água, barro bom, minhocas e tralalá, aí corto todas as folhas mesmo e depois compro uma muda nova, repito a coisarada toda, etc.

Enfim. Esta é uma adaptação de uma receita de um livro de sopas que ganhei da minha querida amiga Tati (obrigada, Tati! vou usar muito quando começar a esfriar de verdade -- só 'fiz' esta até agora, mas já tenho muitas marcadas como favoritas, hehe). Na versão original não vai mel, só abóbora, cebola e alecrim e ao final a sopa é peneirada para não ficar pedaçuda. Eu gosto de sopa pedaçuda, mas isso implica em pratos feios. Vamos aprender a lidar com isso, certo?

Feia, mas gostosa.

1 abóbora paulista em cubos
2 ramos de alecrim
1 colher de chá de mel

Sem tirar a casca da abóbora (opcional, pode descascar se achar melhor), coloquei tudo em uma travessa e levei ao forno (uns 220 graus) por uns 10 minutos.


4 batatas em cubos
1/2 pimentão verde picado
1/2 pimentão amarelo picado
6 dentes de alho picados grosseiramente
4 tomates italianos em cubos grandes
1/2 cebola em tiras
1 colher de chá de mel (de novo)
sal, pimenta e um ramo de orégano

Misturei tudo (menos a cebola, refogo depois para que fique crocante) e coloquei por cima da abóbora. Deixei no forno por mais 40 minutos com papel alumínio, temperatura de 180 graus, mais ou menos. Descartei a maior parte da casca da abóbora e fiz um purê com todos os ingredientes.

Enquanto isso, na travessa que estava no forno fervi água com o ramo de orégano, para fazer um caldinho com sabor.

Em uma panela, refoguei cebolas em tiras no azeite de oliva com sal e pimenta e acrescentei o purê, juntando o caldo aos poucos e mexendo até fazer um creme. Vai fazer bolhas, vai explodir na sua cara e vai sujar o fogão e a pia. Acontece.

4 comentários:

  1. Amei! A sopa ficou melhor ainda com as doses de tensão e suspense. Com as minhas habilidades culinárias, muito provável que a minha versão tenha sangue! Um beijão, querida, e um fim de ano muito lindo e menos calorento pra você...

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    1. Sarita! Cuide para não cortar os dedos fora. Tenha em mãos uma caixa de band-aid. rs!

      Que seu 2013 também seja do caralho. Beijão.

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  2. Guria, que divertido seu blog! Gostei :)

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    1. Ai, meu deus, uma pessoa desconhecida comentando! eeeeeee

      Obrigada, Laís! Volte sempre. :)

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