8 de janeiro de 2013

cuca de ameixa e de uva



Foi um post da Neide Rigo, do Come-se, que me deu a ideia: cuca de uva, que saudade! Lembrei da cuca do Breithaupt (rede de supermercados de Jaraguá do Sul, pra quem não sabe, que tem - tinha? - uma cuca de uva muito boa. particularmente não gosto do mercado, só da cuca), lembrei das cucas da minha avó, da minha tia Rose me ensinando a fazer farofa doce e salgada... várias coisas.

Cuca de uva com farofa e canela.

Aí não deu pra esquecer a bendita. Desde o dia 26 de dezembro (quando li o post), fiquei com ela na cabeça, só esperando o primeiro final de semana em casa. E rolou. Comprei as frutas e passei a tarde na cozinha. Quando eu vou preparar algum doce, especialmente os que nunca fiz, demoro muito pra começar, fico relendo a receita, falando sozinha em voz alta. E se tiver alguém em casa, chamo a pessoa toda hora, esqueço o que tô fazendo, me distraio com qualquer outra coisa que apareça, etc. É um destrambelhamento ansioso. Fico muito feliz quando passa, porque daí posso comer a forma toda e depois vir aqui e ficar escrevendo parágrafos e mais parágrafos sobre essas bobagens. :-P

Voltando: adaptei a receita para um terço do rendimento. Primeiro porque nunca tinha feito cuca (tanto que vi minha avó fazendo quando era criança e nunca havia me passado pela cabeça que algum dia a anfitriã seria eu) e segundo porque não tinha farinha suficiente para fazer a receita original. Usei mini-formas de silicone que ganhei no sábado da tia Eliane (muito obrigada, tia! adorei!), que também mora aqui em Curitiba. Aliás, as forminhas são lá da Sete Festas, onde tem muita coisa bonita pra quem gosta de dar festinhas, principalmente as infantis.




Bom, já dá pra saber que foi um ótimo sábado, então não vou me alongar. Segue a receita tradicional abaixo. Outra hora vou testar uma versão vegana, trocando o leite por leite de coco e a manteiga por gordura de coco. Quem sabe assim o Chile não torce o nariz pra minha cuca...


Massa
5 gramas de fermento biológico seco (se for usar o fresco, é o triplo da medida)
80 gramas de açúcar
uma pitada de sal
250 ml de leite
30 gramas de manteiga em temperatura ambiente
1 ovo
1 colher de sopa de sumo de limão
300 gramas de farinha de trigo (e mais o que você vai usar para dar o ponto da massa e enfarinhar as mãos depois)
raspas da casca de um limão taiti




Farofa
1/3 de xícara de açúcar
1/3 de xícara de farinha de trigo
30 gramas de manteiga em temperatura ambiente
canela para polvilhar


Dissolva o fermento, o açúcar e o sal no leite e incorpore o ovo e a manteiga depois. Eu bati com um fouet para misturá-los bem. Depois, quando comecei a incorporar a farinha, mudei para uma colher de pau. Acrescentei a farinha aos poucos e as raspas de limão, sempre mexendo, e quando ficou mais pesada e difícil de mexer com a colher, meti a mão na massa. 

Antes da hora, infelizmente. Se você não for tão afobado quanto eu, não será dragado pela massa, você perde momentos de adrenalina e, ainda por cima, sua cuca ficará igual.

Caso aconteça, é só ir colocando mais e mais farinha até dar o ponto. Tem que ficar uma massa macia, mas não tão "dura" como a de um pão nem mole como a de um bolo. O certo é deixar ela descansar até dobrar de tamanho. Eu deixei 30 minutos e não achei que cresceu, não (e também, nem vai dar tanta diferença). Enquanto a massa descansa, fiz a farofa: basta esmagar os três ingredientes com as mãos até formar grumos.

Coloquei um pouco da massa em cada forminha, coloquei as frutas e depois a farofa. Polvilhei canela antes de colocar no forno. Quem quiser, pode misturar a canela direto na farofa. Deixei descansar mais uns 20 minutos.

Assei em forno a 200 graus por 40 minutos, mais ou menos, até a farofa dourar.


Antes de ir ao forno.

Ei, não esqueçam de ler o texto delicioso da Neide. É uma inspiração, aquele blog!

13 comentários:

  1. Nossa, Flávia outro dia (antes de engravidar ainda) me deu vontade de comer cuca de uva. Achei uma mequetrefe, numa padaria do centro de Curitiba, que não me matou a vontade, nem chegava aos pés das cucas catarinas. Não sou muito mestre cuca [trocadilho infame], mas acho que vou arriscar sua receita uma hora dessas. Obrigada!

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    1. Joana, que bom ver você aqui! Nunca arrisco comer cuca em outros lugares que não sejam as de casa (da vó, da tia, enfim...), justamente pra não me decepcionar. Sabe que levei pra redação, mas o povo não deu muita bola? Se eu tivesse postado antes e visse seu comentário, levava uma pra você. Agora já sei. ;)

      Tente mesmo e depois me conte se deu certo.

      Um beijo!

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  2. Tu tens uma vitrola vermelhaaa!

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    1. Ai, Ana, é tão compreensível porque você e o Paraba namoram! hehehe

      Amados. :*

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  3. Lá em casa chamamos de "cuque" e a mãe também fez no final de semana, mas de uva, goiabada e banana. Delícia! Faz de novo pra mim tbm?

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    1. Com certeza farei e chamo vocês pra tomar com chá preto (café aqui em casa só se quiserem passar, rs). E você tá devendo um pierógui da sua mãe. ;)

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    2. Varenek, varenek... Vamos manter os nomes corretos da culinária típica ucraniana. Mas tem uma coisa que vc pediu que logo te entrego. Fique no aguardo.

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    3. Isso, isso, isso, varenek! Preciso de um dicionário com as principais palavras e expressões. ;)

      (e o pedido que fiz e não lembro? ansiosa!!)

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  4. Que prato mais LINDO o que ta com as frutas!
    Mulher, se eu aprender a fazer cuca boa, to perdida na vida.
    Melhor nem tentar... hahaha

    Beijoca!

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    1. Você vai gostar ainda mais da loja, Flora. Chama Ekozinha e vende on-line. :)

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  5. O Chile torceu o nariz? Manda aqui pra casa que não tem cara feia ;)

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  6. Minha mãe sempre fazia cuca quando eu era pequena (delícia levar na lancheira!) mas não me lembro de ter comido cuca de uva, não - deve ser divina!

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    1. É boa sim, Patricia! Experimente com ameixa também. :)

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