29 de junho de 2013

o queijo e a quermesse: bolo salgado de milho

Embalagem caipira para levar: um pano de prato enrolado na diagonal em uma forma de pão. Funciona, viu.


Dia desses passei muito mal. Não me descia mais nada pelo esôfago, sei lá se era azia, refluxo, mal olhado, encosto, etc. Alguma coisa que eu tinha comido ou que tinham jogado em mim me fez ter problemas digestivos. Parecia uma criança que não queria ir pra escola, só que com enjôo de verdade (não vou achar graça se fizerem piadas com gravidez, só avisando).

O Chile não tardou a culpar o queijo - ultimamente, qualquer problema gástrico que aconteça com qualquer pessoa que raramente tem problemas gástricos ele chuta que é o queijo. Pensei que ele estivesse certo e fiquei uma semana me lamentando por aí sobre a dificuldade que seria viver sem queijo. Mas foi um drama em dois atos: no começo, passei mal e praguejei, bebericando chá de boldo pra, na sequência, viver meu grande amor lácteo sem me importar com os ditames da sociedade bacteriana que habita minhas entranhas. Passo bem. Deve ter sido urucubaca mesmo.

Resumindo: toquei o foda-se e fiz um bolo de milho com queijo meia-cura (não importa se o brie e o parmesão me seduzem na Casa do Queijo, eu só tenho olhos para o mineirinho) pra festa junina da firma. Peguei daqui.

Diz o povo que gostou, aí decidi postar a receita, mesmo sem ter foto decente.






milho de cinco espigas de milho verde cozidas*
1/3 de xícara de óleo vegetal (usei de canola)
2 ovos
1/2 xícara de leite integral
1 cebola picada
200 gramas de queijo meia-cura em cubos (ou algum que você goste mais)
1 colher de sopa de fermento em pó
sal e pimenta calabresa a gosto
queijo para finalizar


Bati no liquidificador os grãos de milho com o óleo, ovos, leite e cebola até ficar homogêneo. Tive que fazer em intervalos, mexendo com a colher para triturar tudo - creio que um processador seja melhor - e coloquei um pouquinho mais de leite para não queimar o aparelho (não tá fácil, amigos). Depois acrescentei o queijo e os temperos e bati de novo. Por fim, misturei com uma colher o fermento coloquei em uma forma de pão forrada com papel vegetal. 

Acho que dá para colocar direto na forma untada. A minha ideia era desenformar o bolo e levar embrulhado no papel vegetal para não ter que carregar uma forma de volta, mas ele fica tão cremoso que não rola desenformar, a não ser que você coloque trigo. Perderia a graça, imagino.

Assei em forno pré-aquecido a 180 graus por quase uma hora, deixando mais uns dez minutos com fogo mais alto para dar uma tostadinha.


*não, não sei quantas xícaras de milho de latinha isso dá, mas chuto duas latinhas se você não quiser ter o trabalho de cozinhar as espigas e cortar os grãos com a faca. Spoiler: milho da espiga é muito melhor que o da latinha.

2 comentários:

  1. Como gostar mais de qualquer outro queijo? Meia cura é o amor em forma de laticínio.
    Fiquei super curiosa pra ver foto do bolo por dentro.
    & acho que usar panos de prato como embalagem é o futuro (avós são muito foda).

    Melhoras pra ti.
    :*

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  2. Me dio grandes membrillos, y la receta que yo no soy feliz, me siento muy en juego! gracias de antemano
    Abordo un buena receta que ya ocupó un sitio como este http://le-couscous-marocain.com

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